CHAVES
Ruy
Medeiros
Arquitetura
antiga e arquitetura moderna reúnem-se em Chaves, bela cidade portuguesa
próxima de linha limítrofe com a Espanha.
Realmente,
coexistem naquela urbs construções antigas como o Castelo de Chaves (construção
do século XVII), , Edifício da câmara
Municipal (de meado do século XIX), casas antigas da Rua Direita, e da Rua do
Poço, Igreja de São Francisco, Igreja de São João de Deus, Santa Casa da
Misericórdia, Capela de Nossa Senhora da Lapa, e modernas casas residenciais,
comerciais e hotéis de categoria internacional, inclusive o SPA de Chaves. Na
cidade, sobre o Rio Tâmega, está a velha e famosa ponte romana, atestando o
domínio latino no município. Aliás, nos sítios próximos restos de arquitetura
romana e céltica estão presentes. Não longe do centro estão os castelos de
Santo Estevão e de Monforte. Ao lado de ruas estreitas e antigas, existem ruas
modernas amplas e praças aprazíveis.
A
cidade é movimentada, apesar de pequena. É um espetáculo a movimentação de
estudantes, finda a tarde, na pequena “rodoviária “local: São meninas,meninos e
jovens de diversas localidades, disputando lugar nos ônibus (“auto-carros”)
para as cidades ou vilas próximas: Peso da Régua, Vila Pouca do Aguiar,
Valpaços...
Vê-se
que é uma cidade que cuida de sua cultura, de seu patrimônio. Exemplo disso são
as “Festas da Cidade e a existência da revista Cultural “Aquae Flaviae“, de
excelente nível “.
É
possível que a malha urbana contígua de Chaves não corresponda a um terço do
tamanho da malha urbana de Vitória da Conquista.
Escrevi,
certa feita, para o jornal “O Município
“, pequeno artigo sobre Chaves, onde
acentuei o seguinte: “Chaves é um município situado às margens do rio Tâmega na
Província de Trás-os-Montes e Alto Douro (Região de Terras do Barroso) em
Portugal, com área de 590 Km2. Sua população segundo o Instituto Nacional de
Estatística (Portugal) é de 40.340 habitantes, dos quais 19.630 são do sexo
masculino (dados de 1994), estatística de 1991 dá o número maior de 40.940
habitantes).
“Chaves
é bastante antiga. A localidade já era habitada desde o século I. Inscrição
existente em antiga ponte romana, existente na cidade, sobre o rio Tâmega,
demonstra presença dos romanos naquele lugar, em finais do século I, quando era
conhecida como “ aquae Flaviae “. Após longo domínio romano, Chaves foi ocupada
pelos Bárbaros. Ocuparam-na os suevos, sob direção de Frumário. Posteriormente
fez parte do Império dos Godos, sob Leovigildo, e em 712 os Árabes a
conquistaram. Estes ficaram aí pouco tempo, pois por volta de 714 foram
expulsos por Afonso I. Sob o domínio dos espanhóis esteve a partir de então. Em
1.258 obteve Foral de Afonso III. Após as lutas de 1.383-1.385, contra Castela
foi ocupada pelas forças do Mestre de Avis (D. João) e por Nun’ Alvares,
ficando portanto pertencendo a Portugal. Foi doada a Nun Alvares, em
reconhecimento dos serviços deste à coroa, que depois a transferiu a sua filha
Brites, quando do casamento com D. Afonso (que depois seria I Duque de
Bragança).
Chaves
participou de diversos fatos importantes da história portuguesa, tais como da
Guerra de Sucessão, das lutas liberais do século XIX, da reação à Invasão
Francesa, do movimento republicano de início do século XX.
O
Município é produtor de frutas, centeio, milho e batatas e fabrica presuntos,
que têm nomeada.
Mas,
porque falar de Chaves?
-
Segundo diversos historiadores, a cidade de Vitória da Conquista tem origem num
arraial fundado por João
Gonçalves da Costa, pessoa natural de Chaves. Documento neste
sentido existe. Teria João
Gonçalves da Costa nascido em Chaves, em 1719 (data mais
provável, pois já em 1744 era “Capitão do Terço de Henrique Dias”).
Não
consegui identificar seu registro de batismo no rico “Arquivo Distrital de Vila
real, que guarda, dentre outros documentos, antigos assentos batismais de
Chaves. Talvez tenha sido batizado em Montalegre (como aconteceu com o seu
sogro, Matias João da Costa), mas os vários dos antigos livros Montalegre
desapareceram (possivelmente em razão do incêndio sofrido pela cidade no século
passado).
Visite exposição sobre
chaves no museu regional da UESB/ praça tancredo neves.
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