quinta-feira, 24 de maio de 2012


CHAVES



                                               Ruy Medeiros


                                   Arquitetura antiga e arquitetura moderna reúnem-se em Chaves, bela cidade portuguesa próxima de linha limítrofe com a Espanha.
                                   Realmente, coexistem naquela urbs construções antigas como o Castelo de Chaves (construção do  século XVII), , Edifício da câmara Municipal (de meado do século XIX), casas antigas da Rua Direita, e da Rua do Poço, Igreja de São Francisco, Igreja de São João de Deus, Santa Casa da Misericórdia, Capela de Nossa Senhora da Lapa, e modernas casas residenciais, comerciais e hotéis de categoria internacional, inclusive o SPA de Chaves. Na cidade, sobre o Rio Tâmega, está a velha e famosa ponte romana, atestando o domínio latino no município. Aliás, nos sítios próximos restos de arquitetura romana e céltica estão presentes. Não longe do centro estão os castelos de Santo Estevão e de Monforte. Ao lado de ruas estreitas e antigas, existem ruas modernas amplas e praças aprazíveis.
                                   A cidade é movimentada, apesar de pequena. É um espetáculo a movimentação de estudantes, finda a tarde, na pequena “rodoviária “local: São meninas,meninos e jovens de diversas localidades, disputando lugar nos ônibus (“auto-carros”) para as cidades ou vilas próximas: Peso da Régua, Vila Pouca do Aguiar, Valpaços...
                                   Vê-se que é uma cidade que cuida de sua cultura, de seu patrimônio. Exemplo disso são as “Festas da Cidade e a existência da revista Cultural “Aquae Flaviae“, de excelente nível “.
                                   É possível que a malha urbana contígua de Chaves não corresponda a um terço do tamanho da malha urbana de Vitória da Conquista.
                                   Escrevi, certa feita, para o jornal  “O Município “,  pequeno artigo sobre Chaves, onde acentuei o seguinte: “Chaves é um município situado às margens do rio Tâmega na Província de Trás-os-Montes e Alto Douro (Região de Terras do Barroso) em Portugal, com área de 590 Km2. Sua população segundo o Instituto Nacional de Estatística (Portugal) é de 40.340 habitantes, dos quais 19.630 são do sexo masculino (dados de 1994), estatística de 1991 dá o número maior de 40.940 habitantes).
                                   “Chaves é bastante antiga. A localidade já era habitada desde o século I. Inscrição existente em antiga ponte romana, existente na cidade, sobre o rio Tâmega, demonstra presença dos romanos naquele lugar, em finais do século I, quando era conhecida como “ aquae Flaviae “. Após longo domínio romano, Chaves foi ocupada pelos Bárbaros. Ocuparam-na os suevos, sob direção de Frumário. Posteriormente fez parte do Império dos Godos, sob Leovigildo, e em 712 os Árabes a conquistaram. Estes ficaram aí pouco tempo, pois por volta de 714 foram expulsos por Afonso I. Sob o domínio dos espanhóis esteve a partir de então. Em 1.258 obteve Foral de Afonso III. Após as lutas de 1.383-1.385, contra Castela foi ocupada pelas forças do Mestre de Avis (D. João) e por Nun’ Alvares, ficando portanto pertencendo a Portugal. Foi doada a Nun Alvares, em reconhecimento dos serviços deste à coroa, que depois a transferiu a sua filha Brites, quando do casamento com D. Afonso (que depois seria I Duque de Bragança).
                                   Chaves participou de diversos fatos importantes da história portuguesa, tais como da Guerra de Sucessão, das lutas liberais do século XIX, da reação à Invasão Francesa, do movimento republicano de início do século XX.
                                   O Município é produtor de frutas, centeio, milho e batatas e fabrica presuntos, que têm nomeada.
                                   Mas, porque falar de Chaves?

                                   - Segundo diversos historiadores, a cidade de Vitória da Conquista tem origem num arraial fundado por João Gonçalves da Costa, pessoa natural de Chaves. Documento neste sentido existe. Teria João Gonçalves da Costa nascido em Chaves, em 1719 (data mais provável, pois já em 1744 era “Capitão do Terço de Henrique Dias”).
                                   Não consegui identificar seu registro de batismo no rico “Arquivo Distrital de Vila real, que guarda, dentre outros documentos, antigos assentos batismais de Chaves. Talvez tenha sido batizado em Montalegre (como aconteceu com o seu sogro, Matias João da Costa), mas os vários dos antigos livros Montalegre desapareceram (possivelmente em razão do incêndio sofrido pela cidade no século passado).

                       







                                   Visite exposição sobre chaves no museu regional da UESB/ praça tancredo neves.

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