quarta-feira, 30 de maio de 2012


Resistir é preciso



Ruy Medeiros






Direitos duramente conquistados são subtraídos a cada momento. Os enunciados normativos são interpretados de forma cada vez mais conservadora e, muitas vezes, de maneira a contrariar a Constituição. O Estado não cumpre com sua obrigação de implementar direitos sociais. Homens e Mulheres vivem diante de cotidiano desumanizante. A coisificação das relações sociais atinge dimensões nunca antes vista. As gestões econômicas privilegiam a minoria dona do mundo. Guerras, fomes, afrontas à dignidade da pessoa humana, fins de sonhos, imposições de modo de ser, genocídios e destruição de culturas. É o mundo do senhor deus do mercado.

Mas isso tudo não significa que mulheres e homens devam depor suas consciências e forças em gesto covarde de desânimo e renúncia. Esforços premiados representam muito, sobretudo em nações miseráveis como a nossa. Mas eles não são tudo. Há u’a missão igualitária, humanista e esclarecedora à nossa frente, gritando às nossas consciências que devemos resistir. Se, desde sempre, a tarefa de mulheres e de homens foi aquela de transformar, hoje essa se impõe ainda mais. Não nascemos para escravizar nossas forças e nossas consciências. Nascemos para a liberdade. Por isso resistir é preciso.

Vitória da Conquista, quase 2005.

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